domingo, 17 de abril de 2011

NOSSOS HERÓIS DESCANSARÃO EM SOLO PÁTRIO

Após dez anos de estudos, foram identificadas ossadas de três inconfidentes mineiros mortos há cerca de 200 anos. José de Resende Costa, Domingos Vidal Barbosa e João Dias Mota, ganharão lugar no Panteão do Museu da Inconfidência Mineira, em Ouro Preto (MG), onde irão se juntar aos restos mortais de 13 inconfidentes. Os ossos foram submetidos a exames de densitometria e exame radiográfico – que mede a densidade dos ossos e identifica a idade que a pessoa tinha quando morreu. Tudo indica que José de Resende Costa tinha aproximadamente 70 anos, Domingos Vidal Barbosa, entre 30 e 32 e João Dias Mota, 50 anos. Com a grande quantidade de fragmentos ósseos pertencentes a um crânio, a equipe da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), chefiada pelo professor e doutor Eduardo Daruge, conseguiu a reconstituição facial de José de Resende, por uma tomografia computadorizada em três dimensões feita em uma universidade de Londres. Eduardo afirma que as atividades do grupo não receberam recursos do governo em todos esses anos. “ Tentei vários órgãos, mas não consegui nenhuma ajuda, pelo contrário, até gastei dinheiro do meu bolso, por exemplo, para fazer a tomografia”. Desde 1980, o diretor do museu, Rui Mourão, e a equipe de pesquisadores da instituição vinham estudando a autenticidade das ossadas. Em 1993, a equipe da Unicamp recebeu o material e começou o longo processo de separar e depois montar as peças. “Fizemos isso com muita dificuldade, eram muitos fragmentos de diversos tamanhos, estavam entre terra, pedras, pedaços de jornal picado, fios de cabelos”, explica o professor. A cerimônia de sepultamento está marcada para o dia 21 de abril, Dia de Tiradentes, e contará com a presença da presidenta, Dilma Rousseff, da ministra da Cultura, Ana de Hollanda, do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), José do Nascimento Júnior, além do governador de Minas Gerais, Antônio Anastasia, e do diretor do museu, Rui Mourão.

Da Agência Brasil

JORNAL HORA DO POVO DENUNCIA!

Dólar a 1,58 põe indústria à beira do precipício Se crise cambial não for tratada, vão restar só os bancos, diz CNI Escalada de juros atrai dólares que geram o desequilíbrio. Mas Mantega acha que isso é “um problema bom” O presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, defendeu medidas imediatas para conter a hiper-valorização do real. “Temos de tratar o câmbio de maneira urgente. Não podemos deixar como está, senão não temos futuro”, afirmou. Segundo ele, “o governo precisa tomar medidas duras e radicais, sob o risco de termos no Brasil só bancos”. O empresário enfatizou a necessidade de contenção imediata da enxurrada de dólares que entra no país. “Hoje as empresas e pessoas físicas tomam dinheiro a taxas quase negativas nos Estados Unidos e em outros países e aplicam aqui a 12%. E ainda correm o bom risco de ganhar na valorização cambial”, disse o presidente da CNI, após reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação em São Paulo.